O mudo todo está abalado com o desastre ocorrido no Haiti no dia 12, terça-feira.
Não era pra menos. Se já não bastasse a situação de pobreza e necessidades básicas daquele povo, os que estão vivos choram pelas ruas os seus mortos. Que triste cenário. Quantas vidas ceifadas. Manifestações solidárias de várias partes do mundo confirmam que nem tudo está perdido. Vidas são reconfortadas pela caridade dos mais afortunados, e, vidas são doadas em favor dos menos favorecidos, como fez a da Doutora Zilda Ars, fundadora da Pastoral da Criança, em missão junto aquele povo.
Quando nos depararmos diante do espelho para nosso ritual de embelezamento, quando formos para os nossos trabalhos já estressados ou totalmente desmotivados, quando estivermos reclamando do trânsito, das filas nos bancos, mercados, cinema, restaurantes, vamos nos lembrar daqueles que não tem para onde ir, o que comer, por onde começar, estão sem chão, sem os pais, sem os filhos, amigos e familiares.
Quando estivermos pronto pra reclamar, lembremos: “o Haiti, não é aqui”. Somos em tudo mais afortunados, e devemos reconhecer tamanha benção, aproveitando e direcionando nossa vida, nossa saúde, nossos dons e talentos a serviço do próximo. Agradecemos a natureza, presente de Deus, que nem sempre recebe nossos cuidados. Como podemos nos sensibilizar e participar da dor desse povo? As atuais emergências são de cuidados com os mortos, acolher e direcionar os perdidos, fazer ordem em meio o caos, suprir necessidades emergências como água, alimento, sistema de comunicação, informação, fortalecimento da segurança, promoção da cultura da paz e da solidariedade. Mesmo distante desta tragédia, sentimos a dor e algo devemos fazer pelos nossos irmãos.
“Pense no Haiti. Reze pelo Haiti”. (Caetano Veloso)
Por: Pe. Celso Miqueli